Investimentos Temáticos: O Que Está no Radar de Gestoras com US$ 5,5 Trilhões
Investir em temas de longo prazo, como inteligência artificial, transição energética, minerais críticos e longevidade, pode parecer um exercício sobre o futuro. No entanto, uma boa alocação de investimentos começa com perguntas mais simples, como qual gargalo precisa ser resolvido, quem tem poder de precificação e quanto dessa história já está refletido nos preços.
Para responder a essas perguntas, a XP realizou a primeira edição da pesquisa Investimentos Temáticos Globais, com 37 gestoras brasileiras e estrangeiras que administram mais de US$ 5,5 trilhões. A pesquisa buscou identificar as principais forças macroeconômicas que influenciam a alocação temática hoje.
Os resultados mostraram que juros e inteligência artificial são as maiores influências, com 38% das gestoras citando juros elevados por mais tempo e 38% apontando a aceleração dos investimentos em inteligência artificial e infraestrutura digital. A fragmentação geopolítica e a questão fiscal das economias vieram em seguida.
A inteligência artificial é vista como uma força de expansão, aumentando os investimentos em ativos de longo prazo, reorganizando cadeias produtivas e ampliando a demanda por energia, data centers e redes elétricas. Já os juros elevados aumentam a taxa de desconto e pressionam múltiplos de ativos com lucro distante no tempo.
Principais Resultados da Pesquisa
- Mais de 50% das gestoras avaliam que o ciclo de inteligência artificial está em maturação, com a infraestrutura sendo construída e as aplicações começando a gerar resultado.
- 59% das gestoras veem maior convicção na infraestrutura de computação, como semicondutores, processadores e hardware especializado.
- 54% das gestoras enxergam a concentração de minerais críticos como um risco que cria oportunidade para produtores alternativos fora da China.
- O Brasil e a América Latina lideram a preferência em minerais críticos e recursos, citados por mais de 80% das gestoras.
Para o investidor, a pesquisa aponta três filtros práticos: não confundir narrativa com retorno, distinguir monitoramento de posição e adequar horizonte, região e veículo. A inteligência artificial continua no centro, mas a convicção migra para a infraestrutura. Energia ganha força onde existe gargalo. Minerais transformam geopolítica em oportunidade potencial. Saúde permanece relevante, mas exige seletividade.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link