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Investimento no Exterior: Diversificação para Além dos EUA e Tecnologia

O ano de 2025 foi marcado por instabilidade nos mercados globais, influenciado pela política de elevação de tarifas de importação nos Estados Unidos e conflitos comerciais com a China. No entanto, apesar desses desafios, as bolsas americanas, como o S&P500 e o Nasdaq, registraram altas de 15% e 19%, respectivamente.

Um dos principais destques do ano foi a busca por diversificação, impulsionada pela perda de força do rali das empresas de tecnologia no fim do ano. Isso levou os investidores a procurar oportunidades em outros mercados, como o brasileiro, e a desvalorizar o dólar. As mineradoras de ouro e as empresas de mineração de terras raras, utilizadas em armamentos e Inteligência Artificial (IA), foram algumas das que mais se destacaram.

Entre as grandes empresas, os bancos, como o Citigroup, e as empresas de tecnologia, como a Alphabet, controladora do Google, foram as que mais se destacaram. No entanto, empresas como a Amazon e a Meta, controladora do Facebook e do WhatsApp, registraram perdas devido à queda do dólar em relação ao real.

Os especialistas em investimentos, como Raphael Figueiredo, estrategista de ações no Research da XP Invest, acreditam que a estratégia de reduzir a exposição aos Estados Unidos e aumentar em emergentes foi acertada. “A estratégia da XP ao longo do ano foi reduzir um pouco a exposição aos Estados Unidos e aumentar em emergentes que se beneficiaram dessa rotação global”, explica.

Outros especialistas, como Nicholas McCarthy, diretor global de estratégia de investimentos do Itaú BBA, também acreditam que a diversificação é fundamental. “O mercado acredita que haverá mais dois cortes de juros nos Estados Unidos no ano que vem, mas nós achamos que vamos ver mais um”, diz. “Nossa expectativa é que será um ano similar a este no mercado internacional, em que ativos fora dos Estados Unidos performarão melhor.”

Para 2026, os especialistas acreditam que a tecnologia continuará a ser um setor em alta, especialmente as empresas de Inteligência Artificial. “O que estamos vendo é só o começo de uma revolução chamada IA e que nos próximos cinco anos vai trazer muito crescimento de investimento, vendas e lucros concentrados nessas empresas”, diz Ronaldo Patah, head de Estratégia de Investimentos Brasil do UBS Global Wealth Management.

Além disso, os especialistas também acreditam que a carteira de investimentos deve ser diversificada, com alocação em bolsas acima do neutro, especialmente em tecnologia da China, e em mercados emergentes. “Só não recomenda Reino Unido, Suíça e Taiwan pelos preços já estarem altos”, diz Patah.

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