Investidores Buscam a Próxima Argentina e Trump Molda Apostas – Que Incluem o Brasil
Os gestores de fundos de mercados emergentes estão de olho na América Latina para sua próxima grande operação, já que uma onda de eleições iminentes pode redesenhar o mapa político da região, potencialmente alinhando vários países de forma mais estreita a Donald Trump.
A atenção renovada surge após a enorme valorização da Argentina depois da vitória do presidente Javier Milei nas eleições de meio de mandato, com um apoio sem precedentes dos EUA. Para muitos, isso tornou o país um estudo de caso de como mudanças políticas de direita — e especialmente aquelas percebidas como favoráveis a Trump — podem desencadear ganhos em ativos de países em desenvolvimento.
Países em Foco
Chile, Colômbia e Brasil, algumas das maiores economias da região, realizarão eleições presidenciais nos próximos 12 meses, e os investidores esperam uma mudança para uma abordagem mais favorável ao mercado nos três países.
- El Salvador e Equador são considerados mais alinhados aos interesses dos EUA, com títulos em dólar desses países rendendo aos investidores ganhos de pelo menos 24% desde a eleição de Trump.
- A dívida de países alinhados a Trump superou a de seus pares em mercados emergentes.
- A Zaftra, um fundo de hedge brasileiro, registrou seu melhor mês da história em outubro, com ganho de 9,2% após taxas, lucrando com a vitória de Milei nas eleições de meio de mandato.
A forma como a administração Trump vê o hemisfério ocidental é como seu quintal, com os EUA não apenas tendo o direito, mas a obrigação de intervir — particularmente quando se trata de contrariar a influência da China em países com forte presença da mineração, como o Chile.
Conclusão
Os investidores estão buscando resultados específicos das eleições como um fator determinante para os movimentos do mercado. A influência de Trump tem tido grande impacto nos mercados em desenvolvimento, e a proximidade com o líder americano nem sempre se traduziu em benefícios.
No entanto, a recalibração política em torno da mudança na política dos EUA chegou até mesmo a um dos créditos mais problemáticos do mundo, com uma postura mais dura de Trump em relação à Venezuela impulsionando os títulos inadimplentes do país.
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