Invadir, comprar ou se associar? As opções dos EUA para ocupar a Groenlândia
A política americana de intervenção saiu do campo da retórica e se transformou em algo concreto após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Agora, a Groenlândia está no centro das atenções, com o presidente Donald Trump e seus colaboradores citando nominalmente a ilha como alvo. A Groenlândia é uma região autônoma, mas que faz parte da Dinamarca, e sua localização no Ártico a torna estrategicamente importante para as grandes potências.
A Groenlândia ocupa uma posição chave ao longo de duas rotas de transporte potenciais através do Ártico: a Passagem do Noroeste e a Rota Marítima Transpolar. Além disso, a ilha tem um grande potencial para exploração mineral, especialmente em terras raras, essenciais para a transição energética. Com a derreta do gelo marinho do Ártico, essas rotas podem reduzir os tempos de transporte e permitir contornar os tradicionais pontos de estrangulamento do comércio.
Opções para a intervenção americana
Existem três opções em discussão para uma intervenção americana no território da Groenlândia:
- Compra: A opção de os EUA comprarem a Groenlândia não é uma novidade, mas esbarra no desinteresse da Dinamarca e dos habitantes da ilha, que estão interessados em maior autonomia e não em trocar de administrador.
- Pacto de Livre Associação: Outra possibilidade é assinar com a Groenlândia um Pacto de Livre Associação, que permitiria que as forças armadas dos EUA operassem sem restrições no território, em troca de proteção, oferta de serviços e comércio livre de impostos.
- Ação militar: A opção de os EUA ocuparem militarmente a Groenlândia é uma alternativa que não está fora de cogitação, mas provavelmente geraria protestos entre os aliados europeus.
Opções europeias
Os europeus podem agir para manter a ilha sob sua esfera de influência de duas maneiras:
- Esperar e observar: A primeira opção é esperar para ver, na esperança de que as instituições dos EUA e a Constituição americana limitem as aventuras de política externa de Donald Trump.
- Cooperação discreta: A segunda opção é a cooperação discreta, porém substancial da União Europeia com a Dinamarca e o governo da Groenlândia, incluindo o envio de forças militares europeias adicionais para Nuuk.
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