Interpol Cria Força-Tarefa Liderada pelo Brasil para Combate ao Tráfico
A Interpol anunciou a criação de uma força-tarefa com países da América do Sul para combater o tráfico transnacional de drogas, com o Brasil assumindo a liderança. O grupo será coordenado pelo Brasil e se reunirá no escritório regional da organização em Buenos Aires, na Argentina.
A expectativa é que todos os países da região integrem a força-tarefa com pelo menos um agente de cada nação. Os policiais serão recrutados a partir de março, permitindo a execução de operações simultâneas e articuladas entre os países do grupo para combater o tráfico de drogas.
Objetivos e Metas
O objetivo da força-tarefa é identificar a presença de ativos das organizações criminosas e gerar inteligência para novas operações criminais. Isso permitirá um volume de operações muito maior do que o que existe atualmente, segundo o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.
O governo brasileiro assinou um acordo de parceria com a Interpol, com previsão de investir cerca de R$ 11 milhões por um ano de projeto. O formato foi inspirado na Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), criada pelo governo brasileiro para articular autoridades federais e estaduais no enfrentamento às organizações criminosas.
Cooperação e Resultados
A ideia é que os agentes tenham acesso a todas as informações globais de segurança pública, aos bancos de dados da Interpol e à possibilidade de realizar operações com cooperação em tempo real. Isso vai fomentar ações estratégicas de desarticulação do crime organizado transnacional na região, segundo a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), Marta Machado.
Alguns dos principais benefícios da força-tarefa incluem:
- Cooperação entre os países para combater o tráfico de drogas
- Acesso a informações globais de segurança pública
- Execução de operações simultâneas e articuladas
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, destacou a “preocupação obsessiva” do ministério em relação à segurança pública e a importância de elevar a iniciativa a um patamar de prioridade.
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