Interesse por Fundos nas Redes Sociais
O interesse por fundos de investimento nas redes sociais cresceu significativamente nos últimos cinco anos, com um aumento de 170% nas menções, passando de 28 mil em 2020 para 76,5 mil no fim de 2025, de acordo com a 10ª edição da pesquisa FInfluence, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros (Anbima) em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad).
Essa pesquisa acompanha semestralmente o ecossistema de finanças nas redes sociais, que contava com 904 influenciadores no segundo semestre de 2025, um aumento de 22% em relação aos 741 registrados em dezembro de 2024. Os dados consideram menções e interações envolvendo fundos tradicionais, como de ações, multimercado e renda fixa, e os fundos imobiliários.
Engajamento do Público
O engajamento do público com o tema também aumentou, passando de 1.618 interações em 2021 para 4.734 em 2025. O maior salto ocorreu em 2024, quando o interesse do público cresceu 50%, para 4.708 interações por post, ante 3.150 interações em 2023. Os fundos superaram a média de engajamento de todas as publicações monitoradas sobre investimentos e finanças, de 2.757 em 2025.
Os principais motivos para esse crescimento incluem a campanha publicitária feita pela Anbima, que buscou popularizar a aplicação em fundos, e a abordagem informativa e estratégica dos influenciadores. As abordagens mais comuns sobre fundos nas redes foram informativas, com 21,8%, seguidas de estratégias, com 20,8%, e didáticas, com 19,4%.
Plataformas e Influenciadores
A produção de conteúdo sobre fundos foi puxada principalmente por criadores individuais, pessoas físicas, nos últimos cinco anos, segundo a Anbima. Eles concentram 61% das menções e 81,5% do engajamento. O YouTube segue como principal plataforma para os influenciadores também para fundos, com 53,5% das menções no segundo semestre de 2025, um aumento de 346% entre 2020 e 2025.
Os principais influenciadores incluem o Professor Baroni, com 6.991 menções de pessoas físicas, seguido do Economista Sincero, com 4.395. Já nos fundos tradicionais, a classificação se inverte e o Economista Sincero lidera com 3.833 menções, enquanto o Professor Baroni registra 2.974.
Em resumo, o interesse por fundos nas redes sociais cresceu significativamente nos últimos cinco anos, impulsionado por campanhas publicitárias e abordagens informativas e estratégicas dos influenciadores. A especialização e a capacidade de traduzir conceitos complexos para o investidor são fatores-chave para o sucesso dos criadores de conteúdo sobre fundos.
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