Infantino Desiste de Plano para Investimentos Privados na Fifa
A Fifa, sob a liderança de Gianni Infantino, desistiu de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa que receberia investimento privado. A decisão veio após uma forte reação negativa ao plano, incluindo ameaças de boicote por parte da Uefa.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou que o projeto não irá avançar em um comunicado oficial. No texto, ele reitera que a intenção era fortalecer as associações-membro e que o projeto só seria efetivado se houvesse aprovação da maioria.
A criação da FFE foi apresentada como uma forma de venda de ações a sócios minoritários, que teriam até 20% das participações. A ideia era arrecadar US$ 4,2 bilhões, um valor calculado sobre um estimado de 20 bilhões de dólares para a subsidiária.
Reações e Consequências
A reação à proposta foi de rejeição imediata por parte da Uefa, com a Concacaf e a AFC se juntando aos europeus. A OFC e a Conmebol foram mais brandas em suas respostas.
O projeto estava ligado a uma rede que incluía a família do presidente dos EUA, Donald Trump, e o empresário Joshua Kushner, que estava por trás da Thrive Eternal, holding indicada para liderar um grupo de investidores.
A Fifa havia alcançado um recorde financeiro de US$ 13 bilhões de faturamento no ciclo 2023-2026, após a realização da maior Copa da história, com 48 seleções.
Futuro e Perspectivas
Infantino indicou que irá debater o assunto com as associações nos próximos dias e semanas, com o objetivo de continuar a crescer o futebol em todos os lugares, particularmente naqueles países que mais precisam de apoio.
A desistência do plano é um exemplo de como a comunidade do futebol pode se unir para proteger os interesses do esporte, mesmo diante de propostas que prometem grandes investimentos.
A Fifa deve agora encontrar novas maneiras de fortalecer as associações-membro e promover o crescimento do futebol de forma sustentável e responsável.
- A Fifa desistiu de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE) após reação negativa.
- O plano visava arrecadar US$ 4,2 bilhões com a venda de ações a sócios minoritários.
- A Uefa, Concacaf e AFC se opuseram ao projeto, enquanto a OFC e Conmebol foram mais brandas.
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