Inadimplência e Endividamento das Famílias
A inadimplência na carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,4% em abril, apresentando um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 0,9 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central.
As carteiras em atraso entre as empresas alcançaram 2,8%, com um aumento de 0,3 ponto percentual entre março e abril, enquanto a inadimplência geral das pessoas físicas atingiu 5,4%, com um acréscimo de 0,1 ponto percentual mensal.
É importante destacar que, especificamente no crédito com recursos livres, a inadimplência alcançou 5,8% da carteira, com aumentos de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,0 ponto percentual em doze meses. As contas em atraso das pessoas jurídicas representam 3,6% do total, com uma alta mensal de 0,1 ponto percentual, enquanto as das pessoas físicas representam 7,2%, com um aumento de 0,2 ponto percentual.
Além disso, o endividamento das famílias recuou ligeiramente no comparativo mensal, de 49,9% para 49,8%, mas ainda está 0,8 ponto percentual acima do observado há doze meses. O comprometimento de renda retraiu 0,3 ponto percentual no mês, mas também aumentou 1,3 ponto percentual em doze meses, situando-se em 29,3%.
Outro dado relevante é o Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 24,3% ao ano em abril, com avanços de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,4 ponto percentual em doze meses.
As concessões nominais realizadas em abril somaram R$ 691,5 bilhões, com uma expansão de 2,1% nas séries sazonalmente ajustadas. Houve expansão de 5,2% nas operações com pessoas jurídicas e estabilidade nas pessoas físicas.
- Inadimplência na carteira de crédito total: 4,4%
- Inadimplência das pessoas físicas: 5,4%
- Endividamento das famílias: 49,8%
- Comprometimento de renda: 29,3%
- Indicador de Custo do Crédito (ICC): 24,3% ao ano
Esses dados indicam que a inadimplência e o endividamento das famílias continuam altos, o que pode ter implicações significativas para a economia e para as famílias brasileiras.
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