Ibovespa Futuro Recua com Petróleo em Alta e Tensão no Oriente Médio
O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quinta-feira, pressionado pela alta dos preços do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O avanço da commodity reacende preocupações com uma possível pressão inflacionária global, o que pode limitar o espaço para cortes de juros nas principais economias.
Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto caía 0,32%, aos 178.160 pontos. Os mercados atribuem apenas 20% de probabilidade a uma nova alta de juros nesta reunião do Banco Central Europeu, mas 80% de chances de aumento em setembro.
Tensões no Oriente Médio
Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram ter atacado dois navios-tanque sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no abastecimento global de petróleo junto com o fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã.
Enquanto isso, os militares dos Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã por ordem do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de ofensivas norte-americanas e provocando novas retaliações iranianas.
Petróleo e Mercados
O petróleo tipo Brent era negociado em cerca de US$98 por barril, deixando o patamar psicológico de US$100 ao alcance. Os mercados acionários também começavam o dia sob pressão de resultados decepcionantes da fabricante de chips STMicroelectronics, que provocaram uma queda de 15% em suas ações.
Na agenda nacional, a Weg realiza teleconferência após divulgar um balanço do segundo trimestre acima das expectativas do mercado. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa em São Paulo de encontro com investidores e empresários organizado pelo Banco BTG Pactual.
- O dólar futuro operava com alta de 0,30%, aos R$ 5,085.
- Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com alta em sua maioria, com o índice Kospi, da Coreia do Sul, subindo quase 4%.
- Os preços do petróleo operam em alta, após relatos de ataques a petroleiros na costa da Arábia Saudita e as renovadas ameaças dos EUA de intensificar os ataques contra o Irã.
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