IA e Juros Guiam Gestoras Globais
De acordo com a 1ª Pesquisa Investimentos Temáticos Globais realizada pela XP Investimentos, as atenções dos gestores de fundos globais e locais estão concentradas em temas relacionados a juros e ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A pesquisa contou com a participação de 37 gestores que reúnem US$ 5,5 trilhões em recursos sob gestão.
Os resultados mostraram que 57% das gestoras são brasileiras com estratégias globais, 27% com estratégias apenas locais e 16% estrangeiras com acesso ao investidor brasileiro. Além disso, os gestores veem baixo risco de uma bolha de IA e há grande atenção para minerais críticos, tema que favorece o Brasil.
Principais Forças Macroeconômicas
Os juros elevados e a aceleração do ciclo de investimento em IA e infraestrutura global são apontadas como as principais forças macroeconômicas nas decisões temáticas, ambas com 38% das respostas das gestoras. Em seguida, vêm a fragmentação política e a reconfiguração de cadeias globais, com 16% das respostas.
Os gestores também consideram que os juros afetam a avaliação dos ativos, mas não abalam a convicção nos fundamentos das teses estruturais. Apenas 16% reduziram exposição a temas mais sensíveis à taxa de juros.
Oportunidades para o Brasil
O Brasil aparece como oportunidade também nos temas de infraestrutura, energia e alimentos. A região lidera a preferência em minerais críticos, com 83% das gestoras citando a região, juntamente com energia e transição energética, com 72%, e infraestrutura e ativos reais, com 62% das gestoras.
Além disso, 70% das gestoras citam as vantagens comparativas do Brasil e da América Latina nas oportunidades em energia, com renováveis, biocombustível e o pré-sal. O agronegócio e segurança alimentar aparece em 62% das gestoras, minerais críticos em 57%, infraestrutura e logística, 35% e saúde e longevidade, com 22%.
Os investimentos em ativos digitais e tokenização de ativos reais não estão entre as prioridades da maioria das gestoras, com 57% afirmando que não têm posições relevantes, mas monitoram. Apenas 8% possuem estratégias ativas em cripto e ativos digitais.
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