Hormuz pode seguir bloqueado após cessar-fogo, e petróleo a US$ 60 não volta mais
O Estreito de Hormuz pode permanecer parcialmente fechado por semanas, mesmo que os combates entre Estados Unidos e Irã cessem. Isso pode levar a uma transformação estrutural no mercado de energia, tornando o preço do petróleo não retornar aos patamares anteriores à guerra.
O bloqueio seletivo já está em curso, com navios da Índia e da China navegando pelo estreito, enquanto embarcações de países aliados dos Estados Unidos enfrentam restrições. O regime iraniano não tem incentivo para liberar a passagem, e o bloqueio se tornou um instrumento de vingança.
A situação é agravada pelo armamento que o Irã plantou no corredor marítimo, incluindo minas, drones e mísseis. Isso torna a neutralização dessas ameaças muito difícil, mesmo em um cenário de negociação.
Alguns dos principais pontos a considerar sobre a situação incluem:
- O bloqueio do Estreito de Hormuz pode levar a uma escassez de petróleo e a um aumento nos preços;
- O Irã pode manter o bloqueio como um instrumento de vingança;
- A limpeza do estreito pode levar semanas ou até meses;
- A tecnologia de drones pode ser usada para atacar navios;
- A infraestrutura de produção de petróleo pode ser comprometida.
O especialista Gunther Rudzit acredita que o preço do petróleo não deve retornar aos patamares anteriores à guerra, e que a mudança no mercado de energia é duradoura. Além disso, a situação no Irã pode levar a uma deterioração acelerada da economia e da legitimidade do regime.
No plano interno iraniano, Rudzit projeta uma deterioração acelerada da economia, que já estava em crise antes da guerra. A população pode se tornar cada vez mais insatisfeita, o que pode levar a uma perda de legitimidade do regime.
Em resumo, a situação no Estreito de Hormuz e no mercado de energia é complexa e pode levar a uma transformação estrutural no mercado de energia. O preço do petróleo pode não retornar aos patamares anteriores à guerra, e a situação no Irã pode levar a uma deterioração acelerada da economia e da legitimidade do regime.
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