Desempenho da Hapvida no 4T25
A Hapvida (HAPV3) apresentou um desempenho abaixo do esperado no quarto trimestre de 2025, com um lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões, uma queda de 64,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 713,8 milhões, uma queda de 32,8%.
A receita cresceu 5,9% no comparativo anual, a R$ 7,914 bilhões, mas os desligamentos foram piores que o esperado, com perda líquida de 140 mil vidas, concentrada no estado de São Paulo e abrangendo todos os tipos de contrato.
Análise dos Resultados
Os analistas do Bradesco BBI e do Itaú BBA apontaram que os resultados do 4T25 foram fracos, com o Ebitda abaixo das estimativas e uma margem de 7,0%, o que impacta a perspectiva para as margens de 2026.
A geração de caixa livre foi negativa em R$ 548 milhões, refletindo Ebitda menor, conversão mais baixa de caixa operacional e capex elevado. A empresa reportou sinais iniciais de normalização da frequência de uso em janeiro e fevereiro, embora o Carnaval possa ter influenciado essa queda.
Previsões e Recomendações
O Morgan Stanley reforçou sua visão de que os desafios da Hapvida no Sudeste são cada vez mais estruturais, com a pressão agora atingindo a geração de caixa e o balanço patrimonial. O banco mantém recomendação de cautela, com preço-alvo de R$ 16 para os papéis.
O JPMorgan apontou que o 4T refletiu uma combinação de perdas líquidas de beneficiários, baixo crescimento de tíquetes e sinistros/reclamações por habitante maiores do que o previsto. O banco vê que algumas das pressões reveladas nos resultados do 3º trimestre de 2025 provavelmente permanecerão pelo menos até 2026.
- Lucro líquido ajustado: R$ 180,6 milhões
- Ebitda ajustado: R$ 713,8 milhões
- Receita: R$ 7,914 bilhões
- Perda líquida de vidas: 140 mil
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