Hapvida: O que Esperar com a Divulgação dos Números do 4T25?
A Hapvida, uma das principais empresas de saúde do Brasil, enfrenta um desafio significativo após uma queda de 73% em seu valor de mercado desde a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25). Com a divulgação dos números do quarto trimestre de 2025 (4T25) prevista para a quarta-feira, os investidores e analistas estão atentos para entender o que esperar.
De acordo com o JPMorgan, apesar do valuation mais atrativo da Hapvida, o cenário de curto prazo segue desafiador devido à concorrência elevada e riscos nas estimativas. A empresa enfrenta uma forte pressão competitiva, o que tem levado a revisões negativas nas projeções e deterioração do sentimento dos investidores.
Expectativas e Projeções
O JPMorgan revisou suas estimativas de lucro por ação (EPS) ajustado para a Hapvida, com cortes de cerca de 70% para 2026 e 40% para 2027. Além disso, projeta queda do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) em 2026, com normalização de margens apenas entre 2027 e 2028.
- Corte de 70% no EPS ajustado para 2026;
- Corte de 40% no EPS ajustado para 2027;
- Queda do EBITDA em 2026;
- Normalização de margens entre 2027 e 2028.
O Bradesco BBI também espera resultados fracos, com queda de 21% no EBITDA em relação ao ano anterior, excluindo ajustes no 4T24. A receita bruta deve crescer 5% em relação ao ano anterior, mas a margem EBITDA deve diminuir devido ao aumento da provisão para perdas com sinistralidade (MLR) e da provisão para reembolso do SUS.
Desafios e Perspectivas
A Hapvida tem priorizado rentabilidade em detrimento de crescimento, o que tem resultado em perda líquida de beneficiários. Enquanto isso, concorrentes como Porto Saúde e Amil registraram ganhos relevantes de base de clientes no período recente. A empresa enfrenta desafios de crescimento no curto prazo, especialmente em regiões mais competitivas, como o Sudeste.
Com a pressão de custos e margens no curto prazo, a expectativa é de desalavancagem operacional até que ocupação, preços e número de beneficiários voltem a crescer, o que deve ocorrer apenas a partir de 2027.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link