Resumo dos Resultados da Hapvida no 3º Trimestre
A operadora de saúde Hapvida apresentou um desempenho decepcionante no terceiro trimestre, levando a uma queda significativa de 42,21% na ação. Os resultados foram considerados fracos, com um lucro líquido de R$ 338 milhões, abaixo das expectativas. A teleconferência realizada pela empresa não conseguiu tranquilizar os investidores, que estão preocupados com os impactos negativos estruturais dos resultados.
Os principais fatores que contribuíram para a queda da ação incluem:
- Um Ebitda ajustado recorrente de R$ 613 milhões, uma queda de 20% em relação ao trimestre anterior e 27% abaixo da estimativa geral.
- Uma margem Ebitda ajustada recorrente fraca, de 7,9%, explicada por uma piora de 1,4 ponto percentual na MLR (ou índice de sinistralidade médica) em relação ao trimestre anterior.
- Um fluxo de caixa livre negativo de R$ 234 milhões.
- Adições líquidas negativas em relação ao trimestre anterior de 24 mil beneficiários na região metropolitana de São Paulo.
Os analistas do Itaú BBA, BTG Pactual e JPMorgan cortaram as estimativas de Ebitda para 2026 e reduziram o preço-alvo da ação. O JPMorgan rebaixou a recomendação de overweight para neutra, citando pressões operacionais e competitivas que devem persistir em 2026.
A Hapvida enfrenta um cenário competitivo desafiador, com a Amil mantendo uma postura comercial agressiva em São Paulo. A recuperação da lucratividade da empresa depende de uma melhoria na margem Ebitda, que deve ocorrer no final do ano.
Em resumo, os resultados do terceiro trimestre da Hapvida foram decepcionantes, levando a uma queda significativa na ação. A empresa enfrenta desafios operacionais e competitivos que devem persistir em 2026, e a recuperação da lucratividade depende de uma melhoria na margem Ebitda.
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