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Guiana pede que Corte Mundial rejeite reivindicação da Venezuela sobre Essequibo

Disputa Territorial entre Guiana e Venezuela

A Guiana pediu à Corte Internacional de Justiça que determine que a Venezuela não tem direito legítimo sobre a região do rio Essequibo, que é objeto de uma disputa entre os dois países desde a época colonial. O ministro das Relações Exteriores da Guiana, Hugh Hilton Todd, afirmou que a reivindicação da Venezuela ameaça a paz e a segurança do país, além de atrasar seu desenvolvimento.

A disputa envolve um território fronteiriço de 160.000 km² ao redor do rio Essequibo, que é em sua maior parte de selva, e uma área offshore onde foram feitas grandes descobertas de petróleo e gás. A reivindicação da Venezuela se aplica a mais de 70% do território da Guiana.

Posição da Venezuela

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, afirmou que a reivindicação do país sobre a terra é indiscutível e que não reconhece a jurisdição da Corte Internacional de Justiça sobre a disputa. Ele acrescentou que uma solução precisará vir por meio de negociações diretas entre os dois países.

A Venezuela apresentará sua posição na quarta-feira, e o julgamento final do caso deve ocorrer em alguns meses. As decisões da Corte Internacional de Justiça são obrigatórias e não cabem recurso, mas o tribunal não tem como aplicá-las por conta própria, dependendo do Conselho de Segurança da ONU.

  • A Guiana levou o caso à Corte Internacional de Justiça em 2018, pedindo que confirmasse a fronteira estabelecida em uma arbitragem de 1899.
  • Em um referendo de 2023, os eleitores venezuelanos rejeitaram a jurisdição da Corte Internacional de Justiça sobre a disputa territorial com a Guiana.
  • A Venezuela está sendo administrada por um governo interino após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa pelas forças dos EUA em janeiro.

A disputa territorial entre a Guiana e a Venezuela é um exemplo de como as questões de fronteira podem ser complexas e delicadas, envolvendo interesses econômicos e políticos. A decisão da Corte Internacional de Justiça pode ter implicações significativas para a região e para as relações entre os dois países.

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