Impacto da Guerra no Oriente Médio nos Preços do Frete do Petróleo
A guerra no Oriente Médio está causando um impacto significativo nos preços do frete do petróleo, de acordo com o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã está restringindo a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, o que afeta cerca de 20% do tráfego global de óleo e gás.
O preço do frete já subiu significativamente nos últimos dias e deve continuar em alta, de acordo com o presidente da Shell. No entanto, é cedo para ter uma expectativa clara do impacto no preço do petróleo e no frete, pois o desdobramento da guerra ainda é muito incerto.
Consequências para a Demanda por Petróleo e Energias Renováveis
A demanda por petróleo deve continuar em alta, colocando em segundo plano o investimento em energias renováveis. O presidente da Shell destaca que a demanda por hidrocarbonetos vai continuar firme até meados da próxima década, tornando necessários novos investimentos em exploração e produção.
No entanto, o atual conflito pode elevar o investimento em óleo e gás em diversas regiões do mundo, fora da área do conflito. Para isso, é preciso um ambiente de licenciamento ambiental competitivo, marco regulatório adequado e competitividade fiscal.
Investimentos no Brasil e Reestruturação da Raízen
A Shell destacou que a crise no Oriente Médio ocorre em um momento de investimentos recordes da empresa no Brasil, com R$ 12,5 bilhões aplicados no ano passado. A empresa também está desenvolvendo campos como Tupi e Lapa, além da decisão final de investimento em Gato do Mato no ano passado.
Em relação à reestruturação da dívida da Raízen, a Shell informou que não há ainda um prazo para que as negociações sejam concluídas. A empresa ofereceu um aporte de R$ 3,5 bilhões em um processo de capitalização e espera que o outro acionista, a Cosan, faça o mesmo volume de aporte.
- A guerra no Oriente Médio está causando um impacto significativo nos preços do frete do petróleo.
- A demanda por petróleo deve continuar em alta, colocando em segundo plano o investimento em energias renováveis.
- A Shell está investindo recordes no Brasil, com R$ 12,5 bilhões aplicados no ano passado.
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