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Governo Registra Déficit de R$ 30 Bilhões em Fevereiro

O Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, apresentou um déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro. Esse resultado foi influenciado pelo Programa Pé-de-Meia e pelos reajustes ao funcionalismo público. O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve uma melhora, pois o déficit foi de R$ 31,598 bilhões em 2025. Além disso, o desempenho foi melhor do que o esperado pelo mercado, indicando algum alívio nas contas públicas no curto prazo. A pesquisa Prisma Fiscal, realizada pelo Ministério da Fazenda, estimava um resultado negativo de R$ 34,3 bilhões.

Principais Números do Mês

  • Déficit primário: R$ 30,046 bilhões
  • Receita líquida: R$ 157,8 bilhões (+5,6% acima da inflação)
  • Despesas totais: R$ 187,7 bilhões (+3,1% acima da inflação)
  • Diferença em relação a 2025: melhora frente a déficit maior no ano anterior

As receitas cresceram em termos reais, impulsionadas pela arrecadação de tributos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Além disso, houve um crescimento nas contribuições para a Previdência Social, refletindo o aumento do emprego formal.

Já as despesas também aumentaram, pressionando o resultado final. O avanço das despesas está ligado a políticas públicas e ao aumento no número de beneficiários e reajustes salariais. Os principais aumentos foram observados nas áreas de educação, saúde, pessoal e previdência.

Acumulado do Ano

No primeiro bimestre, o governo ainda registra resultado positivo por causa do superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro. Os principais números do ano incluem:

  • Superávit primário: R$ 56,85 bilhões
  • Receita líquida: R$ 430,5 bilhões (+2,8% acima da inflação)
  • Despesas totais: R$ 373,6 bilhões (+3% acima da inflação)

A meta do governo para 2026 é encerrar o ano com superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).

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