Governo Lula Repudia Participação de Flávio em Audiência nos EUA
O governo Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma nota oficial repudiando a participação do senador Flávio Bolsonaro em uma audiência nos Estados Unidos. A audiência, organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), teve como objetivo discutir as tarifas impostas pelo governo Donald Trump.
De acordo com a nota divulgada, o governo federal afirma que a participação de Flávio Bolsonaro teve um “claro objetivo eleitoreiro”, uma vez que ele é o principal adversário do presidente nas eleições de outubro. Além disso, o governo afirma que o senador “optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”.
Reações do Governo
O governo federal também afirma que divergir de quem está no comando do país é legítimo, mas “convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à pátria”. A nota destaca que “há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”.
Além disso, o governo afirma que Flávio Bolsonaro foi o único dos 34 brasileiros inscritos para falar na audiência que não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o adiamento das tarifas com “claro objetivo eleitoreiro”.
Críticas ao Senador
O governo também critica Flávio Bolsonaro por não ter negado que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Além disso, o senador não usou da sua fala na audiência para “reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”.
- O governo afirma que o senador propõe subordinar o Pix aos interesses americanos.
- As autoridades brasileiras têm negociado “ininterruptamente com os Estados Unidos desde julho de 2025 para reverter as tarifas aplicadas injustificadamente contra o Brasil”.
- O senador não esclareceu a relação dele e de seus aliados com pessoas do Banco Master.
Essas críticas reforçam a ideia de que a atuação de Flávio junto a autoridades americanas é vista como uma ameaça à soberania brasileira.
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