Mudanças no Gemini: O que você precisa saber
O Google implementou uma mudança significativa no Gemini, abandonando o sistema de número fixo de requisições por dia e adotando um modelo baseado em consumo de processamento. Isso significa que tarefas mais pesadas passarão a consumir mais cota do que uma pergunta simples.
Segundo a empresa, o novo sistema leva em conta três fatores: a complexidade do prompt, os recursos utilizados (como geração de imagens e vídeos, Deep Research e modelos com raciocínio avançado) e o tamanho do histórico de conversa. Os limites serão renovados a cada cinco horas, dentro de um teto semanal.
Como cada plano é afetado
A diferença entre os planos pagos e o acesso gratuito ficou mais acentuada com a mudança. De acordo com a página de suporte do Google, os multiplicadores de capacidade em relação ao acesso padrão (sem assinatura) são:
- Google AI Plus: 2 vezes o limite padrão
- Google AI Pro: 4 vezes o limite padrão
- Google AI Ultra: 20 vezes o limite padrão
O problema, especialmente para quem usa o plano gratuito, é que recursos mais avançados, justamente os que mais atraem novos usuários, passarão a “pesar mais” na cota disponível.
Por que o Google está fazendo isso?
A mudança acompanha um movimento mais amplo do setor. No mês passado, o GitHub reformulou seus planos do Copilot de forma parecida, trocando “unidades de requisição premium” por “AI Credits” baseados nos tokens efetivamente usados. O motivo está no avanço das funcionalidades agênticas de IA, sistemas que conseguem criar sub-agentes e processar dezenas de milhares de tokens em uma única conversa.
Cobrar por requisição, nesse cenário, deixou de fazer sentido financeiro para as empresas. Por ora, o Google não especificou unidades exatas de consumo nem uma tabela que permita ao usuário calcular quantas tarefas de cada tipo pode realizar antes de esgotar a cota.
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