Golpe do Falso Executivo: Operação da Polícia do RS
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou uma operação para desarticular um esquema de fraude conhecido como “golpe do falso executivo”. Essa fraude envolve criminosos que se passam por dirigentes de empresas para induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias.
A Operação Interface foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte. Foram cumpridas 87 medidas cautelares nos dois estados, incluindo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão.
De acordo com a polícia, 16 pessoas foram presas até o momento. Além disso, houve bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados, além da apreensão de carros, motos, celulares, chips e R$ 15 mil em espécie. A investigação teve como ponto de partida um golpe aplicado contra uma empresa do setor industrial, que teve prejuízo de R$ 193.601,89.
Modus Operandi do Esquema
O esquema era operado a partir de Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá, e contava com uma estrutura organizada. O grupo incluía os chamados “conteiros”, que cedem contas bancárias para receber recursos de origem ilícita, e os “tripeiros”, responsáveis por recrutar esses titulares em troca de comissões.
O dinheiro era pulverizado rapidamente entre dezenas de contas em diferentes estados para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores. A polícia destaca a importância de empresas adotarem protocolos rígidos de confirmação para transferências, especialmente em casos de urgência, mudança de conta ou valores elevados, com checagem por mais de um canal de comunicação.
- 87 medidas cautelares foram cumpridas nos dois estados.
- 16 pessoas foram presas até o momento.
- R$ 15 mil em espécie foram apreendidos.
- Contas bancárias ligadas aos investigados foram bloqueadas.
A operação é um exemplo de como a polícia está trabalhando para combater a fraude e proteger as empresas e os cidadãos. É fundamental que as empresas e os indivíduos estejam cientes desses tipos de golpes e tomem medidas para se proteger.
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