Análise do Setor de Telecomunicações pela Goldman Sachs
O Goldman Sachs retomou a cobertura das principais empresas de telecomunicações da América Latina, incluindo a Telefônica Brasil (Vivo), América Móvil (Claro) e TIM. A visão do banco é construtiva para a dinâmica do setor, especialmente no segmento móvel, devido à competição mais disciplinada e ao foco em agregar valor aos serviços.
Após a desconsolidação dos ativos da Oi em 2022, o mercado brasileiro de telefonia móvel passou a operar como um “triopólio virtual”, com as três empresas controlando cerca de 98% dos clientes individuais. Isso levou a uma redução estrutural dos níveis de cancelamento de serviços (churn) e permitiu reajustes de preços alinhados à inflação.
Recomendações do Goldman Sachs
O banco recomenda vender as ações da Vivo, com preço-alvo de R$ 36,50, devido à expectativa de desaceleração do fluxo de caixa livre nos próximos anos e à avaliação considerada comprimida. Já para a TIM, o Goldman mantém uma posição neutra, com preço-alvo de R$ 24,80, devido à menor assimetria de lucros esperada e ao dividend yield mais elevado.
Para a América Móvil, o banco tem uma recomendação de compra, sustentada no momento operacional positivo, especialmente no México e no Brasil, e pela integração da aquisição anunciada da empresa brasileira de fibra Desktop.
Desafios e Oportunidades
O Goldman Sachs destaca que as empresas de telecomunicações enfrentam desafios estruturais, especialmente no mercado de banda larga fixa, que permanece mais fragmentado devido à atuação de diversas empresas regionais. No entanto, o banco também vê oportunidades para novas fusões e aquisições e para a expansão da remuneração aos acionistas.
As empresas devem continuar a focar em decisões de alocação de capital, seja por meio de remuneração aos acionistas ou aquisições, diante dos balanços desalavancados das companhias. Além disso, o banco destaca a importância da eficiência operacional e da renegociação de contratos de aluguel de torres para contribuir para a expansão do fluxo de caixa livre.
- Recomendação de venda para a Vivo
- Posição neutra para a TIM
- Recomendação de compra para a América Móvil
- Desafios estruturais no mercado de banda larga fixa
- Oportunidades para novas fusões e aquisições e para a expansão da remuneração aos acionistas
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