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Goldman Sachs: as ações do Brasil que podem liderar retomada de fluxo para emergentes

Goldman Sachs: as ações do Brasil que podem liderar retomada de fluxo para emergentes

O Goldman Sachs aponta que o Brasil apresentou resiliência diante do conflito envolvendo o Irã, com uma leve entrada de capital de US$ 900 milhões, enquanto os mercados emergentes registraram fortes saídas de capitais. O banco destaca que o país está bem posicionado em relação a outros emergentes devido à exposição positiva ao petróleo, valuations atrativos e continuidade do ciclo de cortes de juros.

Os principais pilares que apoiam essa visão são:

  • Exposição positiva ao setor de energia, com estimativa de exportação líquida de 2 milhões de barris de petróleo por dia em 2026;
  • Múltiplos considerados atrativos do mercado de ações, com um P/L de 9,6 vezes;
  • Continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, mesmo com adiamentos recentes.

O Goldman Sachs identifica as ações do país que devem se beneficiar da retomada do apetite por emergentes e de juros mais baixos, divididas entre cíclicas e defensivas. As ações cíclicas destacadas incluem B3, BTG Pactual, C&A, Cyrela, Lojas Renner, Nubank, SmartFit, GPS e Vibra. Já as ações defensivas incluem Copel, Equatorial, Multiplan, Sabesp e Rede D’Or.

As ações cíclicas favoritas do banco incluem:

  • B3, favorecida por aumento no volume de negociações em cenários de juros menores e maior volatilidade;
  • BTG Pactual, que deve manter ROE elevado com expansão global e mix crescente de gestão de patrimônio;
  • C&A e Lojas Renner, impulsionadas pela recuperação do consumo e maior produtividade das lojas;
  • Cyrela, que deve se beneficiar da queda dos juros imobiliários e do posicionamento em bairros de alta renda;
  • Nubank, considerado pelo Goldman uma “história de crescimento estrutural” na América Latina;
  • SmartFit, apoiada por forte execução e expansão na América Latina;
  • GPS, que se destaca pela consolidação em um setor ainda fragmentado;
  • Vibra, impulsionada por condições comerciais mais favoráveis e impacto positivo da queda da Selic.

Essas companhias negociam a um P/L médio de 13,3 vezes para 2026 e 10,6 vezes para 2027, com desconto de cerca de 15% em relação às suas médias históricas.

As ações defensivas destacadas incluem:

  • Copel e Equatorial, ambas com demanda estável por energia e espaço para aumento de remuneração ao acionista;
  • Multiplan, apoiada na exposição a consumidores de alta renda e crescimento consistente de vendas;
  • Rede D’Or, com expansão de hospitais e expectativa de crescimento robusto de lucros;
  • Sabesp, que combina valuation atrativo com catalisadores regulatórios e operacionais nos próximos meses.

O Goldman Sachs projeta crescimento do PIB brasileiro em linha com a média da última década e prevê cortes adicionais de 200 pontos-base na Selic ao longo de 2026, para 12,75% ao ano, caso o conflito geopolítico tenha curta duração.

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