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Goldman eleva Brava para compra e vê risco-retorno atrativo após ação ficar para trás

Goldman Sachs Eleva Recomendação da Brava Energia para Compra

O Goldman Sachs elevou a recomendação da Brava Energia (BRAV3) para compra, após o desempenho abaixo do esperado das ações. O banco avalia que o papel agora apresenta uma relação risco-retorno mais atrativa, com um preço-alvo de R$ 24,50, ou potencial de alta de 16% em relação ao último fechamento.

Apesar do fluxo de caixa livre (FCF) de médio prazo da petroleira ser o mais sensível às variações no preço do petróleo, o papel ficou atrás tanto dos pares locais quanto da própria commodity no ano. O Goldman Sachs identificou que um dos fatores que pode explicar essa performance mais fraca é a estratégia de hedge para 2026, que limita o potencial de alta no curto prazo.

No entanto, o banco projeta um yield (rendimento) de fluxo de caixa livre de cerca de 25% em 2027, considerando um preço médio do petróleo de US$ 72 por barril. Isso representa um prêmio de 7 pontos percentuais em relação à média das empresas brasileiras de exploração e produção sob cobertura.

  • A desalavancagem da companhia abre espaço para aumento na distribuição de dividendos, com yield na casa dos dois dígitos médios entre 2027 e 2028.
  • O Goldman Sachs vê espaço para crescimento de produção de cerca de 12% no próximo ano, com a conexão de novos poços em Atlanta e Papa Terra prevista para meados de 2027.
  • Uma eventual venda de ativos onshore poderia destravar valor, ao aumentar a remuneração aos acionistas e permitir maior foco em ativos com melhor perspectiva de crescimento.

Por fim, o Goldman Sachs mantém preferência relativa por PRIO (PRIO3) no setor de óleo e gás, destacando valuation atrativo e forte crescimento orgânico, além de recomendações de compra para Petrobras (PETR4; PETR3).

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