Genética e Eficácia de Tratamentos contra a Obesidade
Uma nova pesquisa publicada na revista científica Nature revela que mutações em dois genes específicos podem influenciar a eficácia de tratamentos contra a obesidade, incluindo o uso de “canetas emagrecedoras” como o Mounjaro e o Wegovy. Esses genes são responsáveis por regular a fome e o processamento de alimentos no organismo.
A pesquisa, realizada pelo Instituto de Pesquisa 23andMe, cruzou dados de DNA com as experiências de usuários que utilizaram esses medicamentos, resultando em descobertas fundamentais sobre o impacto do perfil genético no resultado desses tratamentos. Foi detectada uma mutação específica no gene GLP1R que pode potencializar significativamente o efeito das substâncias, enquanto alterações nos genes GIPR e GLP1R foram associadas ao surgimento de episódios de vômito ou náusea.
- Eficácia no emagrecimento: A mutação no gene GLP1R pode aumentar a eficácia do tratamento.
- Enjoos e mal-estar: Alterações nos genes GIPR e GLP1R podem levar a episódios de vômito ou náusea.
- Reações por tipo de remédio: Os efeitos adversos ligados ao gene GIPR ocorrem apenas com a tirzepatida, presente no Mounjaro e no Zepbound.
Os resultados da pesquisa mostram que a genética pode influenciar a eficácia dos tratamentos, mas não é o único fator. Outros fatores, como idade, sexo e histórico étnico, também desempenham um papel importante. Além disso, a pesquisa destaca a importância da medicina de precisão, que visa personalizar o tratamento para cada paciente com base em seu perfil genético e histórico médico.
No futuro, o cruzamento do mapa genético com o histórico do paciente pode permitir definir o remédio ideal para cada caso, aumentando a eficácia do tratamento e minimizando os efeitos colaterais. Embora as conclusões da pesquisa ainda precisem ser confirmadas por outros estudos, elas oferecem uma nova perspectiva sobre a relação entre genética e tratamentos contra a obesidade.
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