Galípolo explica ação do Master que chamou atenção do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, explicou que a criação de novas carteiras de investimentos pelo Banco Master, em meio à crise de liquidez, foi o que chamou a atenção do Banco Central de que algo estava errado na gestão do banco.
De acordo com Galípolo, se um banco está com dificuldade de liquidez, não é comum criar novas carteiras de investimentos. Em vez disso, o banco deveria vender carteiras existentes para obter dinheiro. No entanto, o Master começou a criar novas carteiras, o que levantou suspeitas no Banco Central.
Galípolo defendeu a atuação do Banco Central no caso do Master, afirmando que a instituição foi monitorada de perto após a assinatura de um termo de compromisso em novembro de 2024. O Master havia seis meses para adequar suas ações em termos de governança, capital e liquidez.
No entanto, o Master não conseguiu captar recursos no mercado e começou a vender carteiras de investimentos para o Banco Regional de Brasília (BRB). Essa venda é investigada pela Polícia Federal, que suspeita de fraude em cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos.
O Banco Central criou um grupo específico para analisar as carteiras do Master e, dez meses depois, a instituição foi liquidada extrajudicialmente. Antes disso, o Master havia proposto uma solução que envolveria investidores árabes, mas essa proposta não foi aceita.
Galípolo também defendeu a liquidação do Master, afirmando que a instituição não oferecia risco sistêmico no mercado financeiro e que a liquidação não era uma punição aos gestores, mas sim uma medida para proteger os correntistas.
- O Master criou novas carteiras de investimentos em meio à crise de liquidez.
- O Banco Central monitorou a instituição de perto após a assinatura de um termo de compromisso em novembro de 2024.
- A venda de carteiras do Master para o BRB é investigada pela Polícia Federal.
- A liquidação do Master não ofereceu risco sistêmico no mercado financeiro.
Em resumo, a criação de novas carteiras de investimentos pelo Master em meio à crise de liquidez foi o que chamou a atenção do Banco Central, levando à liquidação da instituição. O Banco Central defendeu sua atuação no caso, afirmando que a liquidação foi necessária para proteger os correntistas.
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