Galípolo: BC tem margem para avaliar impactos da guerra sobre o Brasil
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que ainda é necessário ter tempo para entender os impactos da guerra no Oriente Médio na inflação e no crescimento da economia brasileira. Segundo ele, a política monetária conservadora e contracionista do Banco Central ao longo do último período deixou o país em uma posição melhor para lidar com o cenário de choque de oferta ocasionado pelo conflito.
A política monetária do Banco Central tem sido cuidadosa e prudente, o que concede ao órgão a possibilidade de tomar mais tempo para entender os desdobramentos do conflito. O atual choque de oferta, ocasionado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, tem levado a um aumento nos preços do petróleo e derivados.
Impactos da guerra na economia
Os impactos da guerra na economia brasileira ainda são incertos, mas o presidente do Banco Central destacou que o choque de oferta pode produzir inflação para cima e crescimento para baixo. Além disso, o conflito pode afetar a logística e a capacidade produtiva, o que pode ter efeitos negativos na economia.
Os principais pontos a serem considerados incluem:
- O aumento nos preços do petróleo e derivados;
- A redução no crescimento econômico;
- O aumento da inflação;
- A incerteza sobre os efeitos da guerra na economia global.
O Banco Central manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026, mas destacou que a atual previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) está sujeita a “maior incerteza” diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio.
Em resumo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o órgão tem margem para avaliar os impactos da guerra sobre o Brasil e que a política monetária conservadora e contracionista do Banco Central ao longo do último período deixou o país em uma posição melhor para lidar com o cenário de choque de oferta ocasionado pelo conflito.
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