Galípolo assina manifesto internacional pela independência dos bancos centrais
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, assinou um manifesto internacional em defesa da independência das autoridades monetárias e em apoio ao presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell. Essa iniciativa ocorre em meio a ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pressiona por uma redução mais acelerada das taxas de juros no país.
Segundo o Banco Central, a declaração conjunta reafirma a autonomia técnica das instituições como pilar central da estabilidade econômica global. Isso ocorre em um momento de crescentes tensões políticas envolvendo decisões de política monetária, tanto no exterior quanto no Brasil.
Autonomia monetária
No manifesto, os presidentes de bancos centrais destacam que a independência institucional é fundamental para assegurar a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos, sempre com respeito ao Estado de Direito, à transparência e à responsabilidade democrática.
Os signatários também sustentam que Powell tem atuado com integridade, compromisso com o interesse público e foco em seu mandato. Ao aderir ao manifesto, Galípolo posiciona o Brasil ao lado de instituições como o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), órgão com sede na Suíça que funciona como o banco central dos bancos centrais.
Além disso, autoridades monetárias do Canadá, Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália e Coreia do Sul também assinaram o documento.
Pressão política
O apoio internacional ocorre após Powell revelar que o Departamento de Justiça dos EUA notificou o FED com intimações de um grande júri, no âmbito de uma investigação relacionada à reforma de prédios históricos da instituição, em Washington. O presidente do FED afirmou que a apuração tem sido usada como instrumento de pressão política.
Trump tem criticado publicamente o FED por manter os juros em patamar elevado e defende cortes mais rápidos, apesar de a inflação norte-americana ter encerrado 2025 acima da meta oficial.
A divulgação do manifesto também ocorre em um momento sensível para o Banco Central brasileiro, com debates sobre a autonomia da autoridade monetária no país.
- Galípolo se reuniu com o presidente do TCU para tratar do tema.
- Integrantes do mercado avaliam que a defesa pública da independência dos bancos centrais busca reforçar a confiança na condução técnica da política monetária.
- Isso ocorre em um cenário global de maior volatilidade e incerteza.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link