Fundos de Crédito e Previdência: Impacto das Debêntures de Raízen e GPA
As recuperações extrajudiciais de Raízen e GPA, divulgadas recentemente, vão afetar significativamente vários fundos de investimento no mercado. Além dos fundos de ações, as moratórias também vão atingir fundos que compraram papéis de renda fixa emitidos pelas duas empresas. Os fundos de crédito privado e de debêntures incentivadas, bem como os fundos de previdência, são os que têm maiores posições em debêntures de Raízen e GPA.
De acordo com um levantamento feito por Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta Consultoria, as maiores posições em debêntures de Raízen são de fundos como Itaú Flexprev High Yield II, Itaú Flexprev Sinfonia e Itaú RF Cred Priv Diferenciado. Já os fundos com mais debêntures do GPA são Az Quest Valore RF Cred Priv, Az Quest Luce Prev Master II e SPX Seahawk Master.
- Itaú Flexprev High Yield II: R$ 276.307 mil (30/11/2025)
- Itaú Flexprev Sinfonia: R$ 133.841 mil (30/11/2025)
- Itaú RF Cred Priv Diferenciado: R$ 128.098 mil (30/11/2025)
Esses fundos podem sofrer prejuízos significativos devido à atualização do valor desses papéis às cotações do mercado, que giram em torno de 40% do valor de face no caso de Raízen e 20% no de GPA. No entanto, é importante notar que o impacto negativo será diluído em carteiras com diversos papéis, reforçando o benefício da diversificação.
A expectativa é que os fundos tenham de atualizar o valor desses papéis às cotações do mercado, o que pode afetar as cotas dos investidores. Alguns fundos também podem já ter se antecipado, marcando os papéis a valores mais baixos diante das notícias de dificuldades das empresas.
Em resumo, os eventos de GPA e Raízen servem para mostrar os riscos do investimento em crédito privado, que costuma pagar rendimentos maiores que os títulos públicos exatamente por esse risco. No entanto, a diversificação é fundamental para minimizar esses riscos e proteger os investidores.
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