Greve na USP: Funcionários Protestam Contra Bônus Exclusivo para Professores
Os servidores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira, 14, após a aprovação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace) exclusivamente para professores. A medida foi aprovada em assembleia realizada em formato híbrido, no campus Butantã e online.
A principal motivação da greve é a percepção de que a Gace fere a isonomia entre os funcionários da universidade. A gratificação oferece um valor extra de até R$ 4.500 nos salários de docentes que propuserem novos projetos, com o objetivo de “reter talentos”. No entanto, os funcionários técnico-administrativos não têm acesso a esse benefício.
Os funcionários propõem que o mesmo montante total destinado aos docentes seja dividido entre eles, o que resultaria em um reajuste salarial de até R$ 1.600. Além disso, eles exigem a recomposição integral das perdas calculadas pela inflação desde 2012, de 14,5%.
Motivos da Greve
- Falta de isonomia entre funcionários e professores
- Exclusividade da Gace para professores
- Reajuste salarial para funcionários
- Recomposição integral das perdas pela inflação
A USP tem mais de 5.300 professores e aproximadamente 12.600 funcionários técnico-administrativos. A greve pode afetar as atividades acadêmicas e administrativas da universidade.
A diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Solange Conceição Lopes, afirma que “o professor aqui não trabalha sozinho, os funcionários ficam nos laboratórios, nas aulas. Eles precisam dos trabalhadores para desenvolver suas pesquisas”.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link