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Flávio Bolsonaro: A Estratégia de Diálogo com Evangélicos e o Centro

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, transformou a polêmica do desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí em um palanque virtual para dialogar com evangélicos e o centro. Em uma publicação intitulada “Lula zomba do povo!”, ele associou a apresentação a um desrespeito à fé cristã e ao uso indevido de recursos públicos.

Flávio afirmou que “o Carnaval é cultura, é tradição e merece respeito”, mas criticou a utilização de dinheiro público “para atacar a fé de milhões de brasileiros enquanto políticos aplaudem de camarote”. Ele mencionou “mais de 50 milhões de evangélicos, além de milhões de católicos e cristãos”, buscando consolidar pontes com o eleitorado religioso.

O vídeo divulgado pelo parlamentar reforça essa estratégia, dirigindo-se a quem “não é simpatizante nem de Bolsonaro e nem de Lula” e questionando se o público teria ficado satisfeito ao ver “dinheiro dos seus impostos sendo usado para fazer campanha antecipada pro Lula”. Ele também pergunta se cristãos teriam se sentido ofendidos ao serem retratados “dentro de uma latinha de conserva”, referindo-se à ala do desfile que representou conservadores como latas de alimento.

Estratégia de Diálogo

A fala de Flávio inclui críticas à condução política do país, associando o episódio a um cenário mais amplo de injustiça e favorecimento político. O discurso mistura defesa de valores religiosos, contestação jurídica e questionamento sobre suposta propaganda antecipada.

  • Defesa de valores religiosos: Flávio busca consolidar pontes com o eleitorado religioso, segmento estratégico em qualquer disputa presidencial.
  • Contestação jurídica: Ele questiona o uso de recursos públicos para fins políticos e a igualdade na aplicação da lei.
  • Questionamento sobre suposta propaganda antecipada: Flávio critica a utilização de dinheiro público para fazer campanha antecipada.

O movimento ocorre em um contexto em que pesquisas apontam rejeição elevada tanto a Flávio quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre potenciais candidatos ao Planalto. Para avançar além do eleitorado ideologicamente alinhado, ambos dependem do voto de centro.

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