Flávio Bolsonaro Propõe Compromisso Legislativo para o Pix
O senador Flávio Bolsonaro, principal rival do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de outubro no Brasil, propôs um compromisso legislativo de que o Pix não seja interconectado a arranjos não ocidentais de liquidação transfronteiriça. Essa medida, segundo ele, ajudaria a amenizar as preocupações dos EUA em relação à popular plataforma de pagamentos instantâneos.
O Pix, lançado no final de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro, rapidamente se tornou o método de pagamento mais utilizado no país, ultrapassando os cartões de crédito e débito em volume de transações e reduzindo drasticamente o uso de dinheiro vivo. No entanto, a interconexão do Pix a sistemas de pagamento estrangeiros poderia reduzir a dependência do dólar norte-americano e contornar intermediários, como empresas de cartão de crédito, o que vai contra os interesses do governo dos EUA.
Reações à Proposta
Em uma postagem no X, Lula descreveu a proposta do senador como uma tentativa de “entregar o Pix a interesses estrangeiros”. Ele afirmou que “não vão conseguir” e que “o Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele”.
Flávio Bolsonaro defendeu o Pix contra as críticas de que o Banco Central do Brasil atua tanto como proprietário quanto como operador do sistema, com implicações anticoncorrenciais. Ele argumentou que as tarifas seriam a solução errada, pois não abordariam a arquitetura do Pix e prejudicariam os interesses de investimento dos EUA.
- Flávio Bolsonaro propôs um compromisso legislativo para que o Pix não seja interconectado a arranjos não ocidentais de liquidação transfronteiriça.
- A medida visa amenizar as preocupações dos EUA em relação à popular plataforma de pagamentos instantâneos.
- O Pix é uma conquista do Brasil e não deve ser entregue a interesses estrangeiros, segundo Lula.
Em resumo, a proposta de Flávio Bolsonaro visa encontrar uma solução para as preocupações dos EUA em relação ao Pix, enquanto Lula defende a plataforma como uma conquista do Brasil que não deve ser entregue a interesses estrangeiros.
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