Caso de Corrupção: Fiscal com Mansão nos EUA Entra na Lista da Interpol
Um caso de corrupção que envolve um auditor fiscal de Rendas do Estado de São Paulo ganhou destaque recentemente. Alberto Toshio Murakami, conhecido como “Americano”, foi incluído na lista de procurados da Interpol devido ao seu envolvimento em um esquema de propinas que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público, apontou que Murakami e outro fiscal, Artur Gomes da Silva Neto, receberam “vultosas quantias em espécie” do empresário Aparecido Sidney Oliveira, dono do Grupo Ultrafarma, em troca de benefícios fiscais para a empresa. Os promotores do Gedec, unidade do Ministério Público que combate delitos de ordem econômica, descobriram que os fiscais utilizavam seus cargos para aprovar pedidos de ressarcimento de ICMS-ST (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e para autorizar a venda desses créditos a terceiros.
Os fiscais contavam com a ajuda de duas assessoras, Fátima Regina Riccardi e Maria Hermínia de Jesus Santa Clara, que os auxiliavam na operacionalização da restituição dos créditos fiscais. Em troca, as assessoras recebiam parte dos valores da propina.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Murakami e Artur, e os promotores pediram a inclusão do nome de Murakami na lista de procurados da Interpol, suspeitando que ele esteja morando em uma mansão de mil metros quadrados avaliada em US$ 1,3 milhão no Tennessee, nos EUA.
- Os elementos dos autos indicam que Murakami não se encontra em território nacional e teria estabelecido domicílio no exterior.
- A inclusão de Murakami na lista da Interpol visa assegurar a efetividade da prisão preventiva e a aplicação da lei penal.
- Caso Murakami seja localizado no exterior, serão adotadas as providências cabíveis, na forma da lei.
A decisão da Justiça é um importante passo para combater a corrupção e garantir que os responsáveis sejam punidos. A inclusão de Murakami na lista da Interpol demonstra a determinação das autoridades em perseguir os corruptos, independentemente de onde eles estejam no mundo.
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