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Fiocruz obtém patente para tratamento contra malária resistente

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conquistou uma importante vitória na luta contra a malária, obtendo a patente de um método de tratamento que utiliza um composto promissor contra cepas resistentes do parasita. A patente, concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO), é fruto do trabalho de pesquisadores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais.

O composto em questão é conhecido como DAQ, que demonstrou capacidade de atuar contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum, responsável pelas formas mais graves da doença. Segundo os pesquisadores, o diferencial do DAQ está na sua capacidade de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo microrganismo.

Como funciona o tratamento

O DAQ atua de forma semelhante à cloroquina, interferindo em um processo essencial para a sobrevivência do parasita. Durante a digestão da hemoglobina humana, o microrganismo produz substâncias tóxicas que normalmente consegue neutralizar. O DAQ bloqueia esse mecanismo de defesa, levando à morte do parasita.

Os estudos indicaram ação rápida do composto nas fases iniciais da infecção e eficácia tanto contra cepas sensíveis quanto resistentes do Plasmodium falciparum. Além disso, os pesquisadores identificaram resultados promissores contra o Plasmodium vivax, responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil.

Importância do tratamento

O desenvolvimento do DAQ como medicamento é considerado estratégico para países de baixa e média renda, onde a malária permanece endêmica. Além disso, o baixo custo potencial da molécula é um fator importante para a acessibilidade do tratamento.

  • O DAQ tem potencial para ser uma alternativa eficaz contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum.
  • O tratamento pode ser acessível para países de baixa e média renda.
  • A Fiocruz tem experiência em testes clínicos e diagnóstico, o que pode acelerar o desenvolvimento do tratamento.

Embora os resultados sejam promissores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda depende de novas etapas, como testes de toxicidade e definição de doses seguras e eficazes. A patente concedida em março deste ano tem validade até 5 de setembro de 2041.

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