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Fila do INSS cai para 1,6 milhão de pedidos de benefícios; veja concessões

Fila do INSS Diminui para 1,6 Milhão de Pedidos de Benefícios

A fila de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) diminuiu para 1,681 milhão de requerimentos em 14 de julho, de acordo com dados da Diretoria de Benefícios (Dirben) do órgão. Isso representa uma redução de cerca de 45,7% desde janeiro, quando o estoque em espera alcançou 3,1 milhões de pedidos.

O recuo mais expressivo foi observado no chamado estoque real, formado pelos pedidos que já ultrapassaram o prazo legal de 45 dias e aguardam decisão do INSS. Esse grupo de requerimentos saiu de 1,882 milhão em janeiro para 486.000 em julho, uma queda de 74% e o menor patamar em 21 meses.

Divisão da Fila Atual

Nem todo pedido em análise está atrasado. Dos 1,681 milhão de requerimentos, o INSS separa três blocos:

  • Pedidos dentro do prazo de até 45 dias: um contingente de 745.000 pedidos (44,3%) entrou há menos de 45 dias e segue o fluxo normal de atendimento.
  • Pedidos acima de 45 dias: outros 486.000 requerimentos (29%) já ultrapassaram o prazo e aguardam decisão do órgão.
  • Pendências dos próprios segurados: um total de 450.000 pedidos (26,7%) está parado porque o cidadão precisa cumprir alguma exigência, como enviar documentos, laudos médicos ou comprovar vínculos de trabalho.

O INSS recebe, em média, 1,3 milhão de novos requerimentos por mês. Descontadas as pendências que dependem do próprio segurado, 1,231 milhão de pedidos dependem exclusivamente da análise do instituto, ou seja, está próximo do fluxo de entrada regular de 1,3 milhão.

Análises Mais Rápidas e Aumento de Indeferimentos

Para dar conta da alta demanda, o INSS também precisou acelerar o tempo de análises dos pedidos. O instituto afirma que a espera média por uma resposta caiu de 108 dias, em 2021, para menos de 50 dias no fim de junho deste ano.

No entanto, o avanço no ritmo veio acompanhado de um salto nas negativas de benefícios. A média mensal de concessões subiu de 608.600 de janeiro a maio de 2025 para 683.800 no mesmo período de 2026, o que representa aumento de 12,4%. Já a média por mês de indeferimentos saltou de 395.000 para 668.600, uma alta de 69%.

A taxa de concessão do INSS — de janeiro a maio — caiu de 60,7% em 2025 para 50,6% em 2026. Isso significa que praticamente metade dos pedidos analisados neste ano foi indeferida.

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