Consolidação de Fundos Imobiliários: Vantagens e Riscos para o Investidor
A consolidação no mercado de fundos imobiliários tem sido um tema recorrente em 2025. Com juros elevados, emissões travadas e competição crescente por ativos relevantes, a indústria tem assistido a um movimento de incorporações e reorganizações. Segundo Rodrigo Medeiros, analista e fundador da research DesmistificandoFII, o processo tem raízes econômicas claras, pois fundos pequenos não conseguem sobreviver com patrimônio insuficiente.
Medeiros afirma que o ganho de escala traz benefícios ao investidor, como maior liquidez, menor volatilidade e diversificação de imóveis e inquilinos. No entanto, ele também destaca a importância de uma governança adequada e do respeito ao cotista. Em alguns processos de consolidação, houve falhas na governança e no respeito ao cotista, o que pode ser um problema.
Outro ponto sensível é o risco de concentração. Medeiros cita situações em que investidores acabaram excessivamente expostos a uma única gestora após consolidações sucessivas. Isso exige ajuste e diversificação não só entre fundos, mas também entre gestoras e classes de ativos. A carteira do investidor deve ser cuidadosamente gerenciada para evitar exposição excessiva a um único ativo ou gestora.
- Vantagens da consolidação:
- Maior liquidez
- Menor volatilidade
- Diversificação de imóveis e inquilinos
- Riscos da consolidação:
- Falhas na governança e no respeito ao cotista
- Risco de concentração
- Exposição excessiva a uma única gestora ou ativo
Para Marcos Baroni, analista de Head de Fundos Imobiliários da Suno Research, a consolidação é um movimento estrutural e difícil de ser revertido. Ele defende que o investidor deve se posicionar mais próximo da ponta consolidadora do mercado, nos fundos maiores e mais conhecidos, para mitigar riscos.
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