FIIs sob tensão: XP Asset vê petróleo e inflação como risco à Selic; entenda
A escalada das tensões no Oriente Médio tornou-se o principal fator de risco para os fundos imobiliários de desenvolvimento da XP Asset. A gestora alerta que o conflito pode gerar pressão inflacionária global, principalmente via petróleo, comprometendo a queda da taxa de juros no Brasil.
A desaceleração da economia no final de 2025, com crescimento de apenas 0,1% no PIB, reforça a necessidade de baixar os juros, o que favorece o mercado de fundos imobiliários. A expectativa é que, a partir do segundo trimestre de 2026, o mercado ganhe fôlego e liquidez, beneficiando fundos que vendem apartamentos, lotes e galpões logísticos.
Fundos Logísticos: Vacância Zero e Vendas à Vista
No setor de galpões, a XP Asset destaca o fundo XPEX11 (XP Exeter Desenvolvimento Logístico). O fundo possui ativos em Brasília e Contagem (MG). O cenário é muito positivo: em Belo Horizonte, a vacância é de apenas 0,4% – ou seja, quase não há espaços vazios.
- O galpão de Brasília já está totalmente alugado para uma grande plataforma de e-commerce.
- Em Contagem, as obras terminam em março e a locação deve ocorrer no segundo trimestre de 2026.
- A meta da XP Asset é vender esses ativos ainda este ano, entre o segundo e o terceiro trimestre.
Outro destaque foi a venda de participação no imóvel WT Extrema, do fundo XPLG11 (XP Log FII), por R$ 114 milhões, gerando um retorno estimado de 14% ao ano.
Mercado Residencial: Ritmo Variado em São Paulo
O setor de moradias apresentou resultados mistos. No fundo XP Idea!Zarvos FII, focado em prédios de alto padrão, mais de R$ 221 milhões já foram vendidos. No entanto, o mercado em São Paulo está pressionado pelo excesso de novos prédios e juros ainda altos, o que dificulta o crédito para os compradores.
Em resumo, a XP Asset vê o petróleo e a inflação como riscos à Selic, mas mantém um otimismo moderado para o mercado de fundos imobiliários, com expectativa de corte de juros e aumento da liquidez no segundo trimestre de 2026.
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