Crédito no Brasil: Análise da Febraban
O saldo das carteiras e as concessões de crédito no Brasil voltaram a acelerar em janeiro, apesar da manutenção dos juros básicos nos níveis mais altos em 20 anos. De acordo com a pesquisa da Federal Brasileira dos Bancos (Febraban), o ritmo das concessões em 12 meses voltou a aumentar, após nove meses em desaceleração.
A carteira de crédito total dos bancos deve fechar janeiro com crescimento de 0,2% no mês, mantendo a expansão anual de dois dígitos, em 10,4%. O crescimento foi puxado pelo crédito para as famílias, com aumento de 0,9% no mês e de 11,2% em 12 meses, enquanto o voltado para as empresas recuou 1,1% no mês, embora tenha crescido 9,0% na base anual.
Principais Pontos da Pesquisa
- O crédito para as famílias foi puxado pelo segmento livre, que avançou 1% em janeiro, com destaque para as linhas rotativas.
- Os recursos direcionados, como crédito rural ou imobiliário, para as famílias cresceram 0,8% no mês.
- A carteira de crédito direcionado deve crescer 0,8% no mês, puxado pelas linhas governamentais para pequenas e médias empresas.
De acordo com Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, o crescimento da carteira total tem se mantido no patamar de dois dígitos, sustentado pelos programas governamentais e do crédito para empresas direcionado, e linhas voltadas ao consumo para as famílias. No entanto, há preocupação com a composição da carteira, que aparentemente segue impulsionada por linhas de maior risco no caso das famílias, o que naturalmente leva a uma preocupação com o comportamento da inadimplência.
As novas concessões de crédito devem apresentar queda de 11,2% em janeiro em relação a dezembro, considerando a média por dia útil, mas com um crescimento de 18,6% sobre o mesmo mês do ano passado. A alta é liderada pelos recursos direcionados às empresas pelos programas governamentais e com recursos do BNDES.
Em resumo, a Febraban acredita que as concessões das principais linhas devem seguir em crescimento na comparação com os mesmos meses do ano passado, com exceção do crédito rural, que ainda sofre pelo aumento da inadimplência do setor. Além disso, o Banco Central desempenha um papel importante na regulação do crédito no país.
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