Ajuste Fiscal no Brasil: Desafios e Perspectivas
O cenário econômico brasileiro enfrenta desafios significativos, com uma escalada nos gastos do governo federal que deve passar por uma revisão drástica, segundo Walter Maciel, CEO da AZ Quest. Em um painel sobre o futuro dos mercados durante a Expert XP 2026, Maciel destacou que o ajuste fiscal será necessário, seja de forma amigável (“no amor”) ou forçada (“na porrada”).
Além disso, os gestores Daniel Dupont, da Kapitalo, e Bruno Marques, da XP Asset Management, analisaram o impacto do cenário internacional, marcado por gastos fiscais elevados nos Estados Unidos e pela desaceleração da China, sobre as taxas de juros e o controle da inflação. A mediação do painel foi realizada por Felipe Manfredini, responsável por parcerias com fundos de investimento na XP.
Desafios Econômicos do Brasil
O Brasil enfrenta um alto nível de endividamento e inadimplência, apesar do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da balança comercial positiva. Marques destaca que o crescimento do país ocorre devido a medidas para sustentar a economia, que cobrarão um preço alto no futuro. A relação entre a dívida e o PIB subiu quase 10% nos últimos três anos, e o governo anunciou R$ 200 bilhões em pacotes de medidas fiscais e parafiscais para sustentar o consumo.
Maciel afirma que a solução para os problemas econômicos do Brasil passa por um ajuste de 4% do PIB, o que pode ser alcançado com a redução de renúncias fiscais. Ele também destaca que o país tem a maior carga tributária da história e o maior endividamento das famílias, que chega a 38% da renda.
Cenário Internacional
O cenário internacional é mais adverso do que em anos anteriores, com a desaceleração da China e o aumento do endividamento nos países desenvolvidos. Marques aponta que as empresas de tecnologia, que antes eram grandes poupadoras, agora são grandes tomadoras de capital devido aos investimentos em inteligência artificial (IA). Isso aumenta a pressão sobre a economia e os juros.
A gestora está tomada em juros, principalmente nos Estados Unidos e no México, e comprada em dólar contra moedas de países que devem sofrer mais nesse ambiente. Maciel destaca a desaceleração da China, que deve entrar no radar do mercado devido aos impactos econômicos e geopolíticos.
Em resumo, o ajuste fiscal no Brasil é necessário e deve ser feito de forma drástica, seja “no amor” ou “na porrada”. O cenário internacional é mais adverso, com a desaceleração da China e o aumento do endividamento nos países desenvolvidos. As empresas de tecnologia agora são grandes tomadoras de capital, o que aumenta a pressão sobre a economia e os juros.
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- Cenário internacional mais adverso
- Desaceleração da China
- Aumento do endividamento nos países desenvolvidos
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