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Excesso de Chuvas Afeta Preço do Feijão e Outros Alimentos Básicos

O aumento nos custos de aquisição de alimentos da cesta básica foi observado em todas as 27 capitais do Brasil, de acordo com um monitoramento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O feijão, em particular, sofreu um impacto significativo devido às chuvas excessivas nas principais regiões produtoras, levando a uma alta nos preços.

Além do feijão, outros alimentos como batata, tomate, carne bovina e leite também apresentaram aumentos nos preços. Por outro lado, o açúcar teve uma queda no custo médio em 19 cidades devido ao excesso de oferta. As cidades com aumento mais expressivo nos preços da cesta básica foram Manaus, Salvador, Recife, Maceió, Belo Horizonte, Aracaju, Natal, Cuiabá, João Pessoa e Fortaleza.

Impacto nas Cidades

Os valores nominais da cesta básica variaram significativamente entre as cidades. São Paulo manteve o maior valor, com R$ 883,94, enquanto Aracaju teve a cesta mais barata, com uma média de R$ 598,45. Outras cidades como Rio de Janeiro, Cuiabá, Florianópolis e Campo Grande também apresentaram valores elevados.

Com o salário mínimo atual de R$ 1.621,00, um trabalhador precisaria de cerca de 109 horas para custear a cesta básica. Embora esse valor seja alto, houve uma queda em relação ao ano passado. O estudo também mostrou que o trabalhador comprometeu, em média, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos em março de 2026.

Causas do Aumento do Preço do Feijão

O aumento no preço do feijão foi atribuído à restrição de oferta devido a dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra. O excesso de chuvas em regiões como o Paraná e a Bahia afetou a produção de feijão, levando a uma alta nos preços.

De acordo com Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), o clima prejudicou a produção de feijão, e os produtores que plantaram 60 sacas colheram apenas 30 ou 40. Além disso, a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas.

  • O feijão carioca é vendido a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda a partir dos meses de agosto, setembro e outubro.
  • O feijão preto tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, devido ao estoque das duas colheitas de 2025.
  • A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.

O Dieese também mostrou o valor ideal do salário mínimo, considerando a cesta mais cara e os custos básicos para uma família de quatro pessoas. Em março, o valor necessário seria de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo vigente.

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