Ex-ministro Franklin Martins é Deportado do Panamá
O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, foi retido e deportado do Panamá após desembarcar no aeroporto da Cidade do Panamá, enquanto seguia para uma conexão aérea rumo à Guatemala.
Segundo relato do próprio Martins, agentes de imigração o abordaram ao sair do avião, examinaram seu passaporte e o conduziram a uma sala reservada no aeroporto, onde foi interrogado por policiais e impedido de seguir viagem.
Os questionamentos feitos pelos agentes incluíram perguntas sobre dados pessoais e uma prisão ocorrida em 1968, durante a ditadura militar brasileira, que Martins explicou ter sido por motivos políticos relacionados à luta contra o regime militar no país.
Desenvolvimento do Caso
Após horas retido, o ex-ministro foi colocado em um voo de volta ao Brasil, com base em uma lei migratória de 2008 que impede a entrada ou conexão de estrangeiros com antecedentes relacionados a crimes considerados graves.
Martins solicitou contato com a Embaixada do Brasil no Panamá, mas o pedido foi negado. O governo do Panamá posteriormente se desculpou pelo episódio, justificando o caso como uma aplicação automática de procedimentos migratórios.
O chanceler do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, enviou uma carta ao ministro brasileiro Mauro Vieira, se desculpando pela retenção de Martins e destacando que o ex-ministro será “sempre bem-vindo no Panamá”.
Reações no Brasil
O episódio gerou manifestações de solidariedade a Franklin Martins, com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, classificando a medida como “absurda e inexplicável” entre países amigos.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também divulgou uma carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil, criticando a retenção e a deportação do jornalista e afirmando que a medida foi injustificável e representou desrespeito aos direitos do jornalista.
- A retenção e deportação de Franklin Martins geraram controvérsia e reações no Brasil.
- O governo do Panamá se desculpou pelo episódio, justificando o caso como uma aplicação automática de procedimentos migratórios.
- A medida foi criticada por várias entidades e personalidades, que a consideraram injustificável e um desrespeito aos direitos do jornalista.
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