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Ex-integrante de Conselho diz na CPI que alertou sobre fraudes no INSS

A ex-integrante do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), Tonia Galleti, afirmou durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que fez denúncias a autoridades do Ministério da Previdência e do INSS sobre fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas desde 2019.

Segundo Tonia, as denúncias começaram a partir de reclamações de associados do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que estavam sendo abordados por outras entidades. Ela afirmou que solicitou a inclusão na pauta de uma reunião em 2023 a discussão sobre os descontos associativos, mas o tema não chegou a ser discutido.

Investigação da Polícia Federal (PF) apurou que houve um aumento significativo de descontos associativos direto na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024. Em 2020 a 2024, o número aumentou 77 vezes, saindo de 18.690 para 1,4 milhão.

  • Tonia afirmou que fez alertas ao ex-diretor de benefícios do INSS, José Carlos Oliveira, em 2021 ou 2022.
  • Elle também afirmou que o ex-ministro da Previdência, Carlos Luppi, estava presente na reunião do conselho.
  • Algumas medidas foram tomadas, como a abertura de procedimentos para investigar algumas dessas entidades e a auditoria no TCU.

O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, questionou o crescimento no número de associados do Sindnapi, que, segundo ele, a partir de 2019, início da parceria da entidade com a corretora de seguros CMG, ligada ao Banco BMG, o número de filiados cresceu rapidamente.

Tonia rebateu, afirmando que o crescimento no número de associados ocorreu de forma programada e “orgânica” e que o sindicato nunca fraudou documentos de filiados.

Gaspar também questionou sobre os repasses de recursos a familiares de Tonia, por meio de empresas e consultorias prestadas ao Sindnapi. Tonia rebateu, afirmando que os trabalhos foram prestados e que não havia impedimento legal para que familiares recebessem pelo trabalho prestado.

Um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu a Tonia o direito de não ser obrigada a responder a perguntas que possam incriminá-la.

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