bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 21:47
Temperatura: 26.8°C
Probabilidade de chuva: 10%

Europa mudou a chave para o GNL após invasão russa; então, veio a guerra no Irã

Europa e o Desafio do GNL

Após a crise energética causada pela guerra na Ucrânia, a Europa mudou sua estratégia energética, passando a depender mais do gás natural liquefeito (GNL) em vez do petróleo russo. No entanto, com a interrupção de parte dos envios do Oriente Médio devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, essa estratégia se tornou um novo risco.

De acordo com a pesquisadora sênior de políticas públicas Agathe Demarais, o GNL responde hoje por quase metade das importações de gás da União Europeia (UE), ante uma proporção de apenas 20% em 2021. No entanto, a guerra no Irã e o dano ao complexo Ras Laffan, no Catar, trouxeram um forte grau de incerteza para a continuidade desse processo.

Impacto no Mercado de GNL

O complexo Ras Laffan, localizado na costa norte do Catar, é o maior do mundo e levou três décadas para ser construído. Ele embarca rotineiramente cerca de um quinto da oferta global de GNL. No entanto, mísseis iranianos destruíram dois de seus 14 trens de liquefação e uma de suas duas unidades de conversão de gás em líquidos, eliminando 17% da capacidade de produção do complexo e 3% da produção global de GNL.

Isso levou a uma redução na oferta global de GNL, que agora está cerca de 20% abaixo do nível de um ano atrás. Os preços à vista atingiram o nível mais alto desde a crise energética de 2022-2023, afetando duramente a Itália e a Alemanha, que dependem fortemente do GNL.

Perspectivas para a Europa

A pesquisadora Agathe Demarais destaca que a perspectiva de longo prazo é ainda mais sombria, com a oferta global de GNL projetada para ficar cerca de 15% abaixo das previsões anteriores à guerra. Além disso, a limitada capacidade de engenharia e as tarifas dos EUA são gargalos adicionais para a produção de GNL.

A Europa pode precisar depender mais do GNL americano, o que pode levar a uma dependência maior dos EUA. Além disso, a pressão do setor industrial pode levar a um adiamento do cronograma de proibição de contratos de GNL de curto prazo com a Rússia.

Uma opção para a Europa é redobrar as apostas em redução da demanda, ampliar renováveis e acelerar a integração das redes elétricas. No entanto, no curto prazo, os europeus não têm uma saída fácil do estrangulamento do GNL.

  • A dependência do GNL americano pode aumentar;
  • A pressão do setor industrial pode levar a um adiamento do cronograma de proibição de contratos de GNL de curto prazo com a Rússia;
  • A opção óbvia para a Europa é redobrar as apostas em redução da demanda, ampliar renováveis e acelerar a integração das redes elétricas.

Além disso, o banco central pode desempenhar um papel importante na gestão da crise energética.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link