Conflito EUA x Irã: Desdobramentos no 27º Dia de Guerra
No 27º dia de conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, os principais desdobramentos seguem concentrados na possibilidade de negociações para um cessar-fogo ou suspensão dos ataques. O tom público das declarações tem mudado em relação aos últimos dias, com o Irã se mostrando mais aberto a negociar, embora continue rejeitando a proposta inicial apresentada pelos EUA, classificada como “unilateral e injusta”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o discurso e afirmou que “não tem certeza” se está disposto a fazer um acordo com o Irã, apesar de seguir dizendo que deseja um “fim rápido” para a guerra. Enquanto isso, o chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que seu país está atuando como canal entre Washington e Teerã, com “negociações indiretas” ocorrendo entre as partes em conflito.
Principais Desdobramentos
- Os EUA estenderam por mais 10 dias a trégua em ataques à infraestrutura de energia iraniana, numa tentativa de manter aberto o espaço para o diálogo.
- A morte do almirante Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em ataque aéreo israelense, foi confirmada pelos EUA.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país continuará atacando o Irã “com força total”.
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as consequências da guerra no Irã podem ser tão graves quanto as da pandemia de Covid-19.
Os números de mortos no conflito são alarmantes: pelo menos 1.900 pessoas morreram no Irã, 18 em Israel, 13 soldados americanos foram mortos e 1.116 no Líbano. O conflito está causando danos significativos à logística internacional, à produção e às cadeias de suprimentos, além de pressionar fortemente empresas de hidrocarbonetos, metais e fertilizantes.
Analistas ressaltam que os danos à infraestrutura de gás natural liquefeito (GNL) no Catar e o fechamento do Estreito de Ormuz afetam o quadro global de energia, colocando em dúvida a compra por países asiáticos, que podem ser forçados a racionar energia por não poderem arcar com os altos custos.
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