Inteligência Artificial Desafia Big Techs nos EUA
O impacto da inteligência artificial sobre as grandes empresas de tecnologia nos EUA é um dos temas que mais movimentam investidores no exterior. O receio de que companhias consolidadas percam espaço para a nova tecnologia tem provocado oscilações pouco usuais nos últimos meses.
Na Bolsa, o setor vem alternando momentos de forte pessimismo com ondas de otimismo, que recolocaram essas ações como motor de alta dos principais índices dos Estados Unidos. Essa virada de humor coloca o mercado diante de uma semana decisiva, com a divulgação dos resultados de quatro das maiores empresas americanas de tecnologia e a decisão do banco central sobre os juros do país.
Segundo Gustavo Campanha, gestor de ações globais da WHG, a inquietação se concentra nos softwares usados pelas empresas para administrar suas operações. Esses sistemas funcionam como a espinha dorsal das companhias, reunindo dados, integrando áreas e servindo de base para decisões. No entanto, eles correm o risco de perder espaço para soluções baseadas em inteligência artificial.
Desafios e Oportunidades
Campanha defendeu que comandar um fundo de ações internacionais a partir do Brasil traz vantagens importantes, como a capacidade de lidar com inflação e oscilações de câmbio. Além disso, a presença de uma equipe ampla de macroeconomia dentro de uma gestora de ações é um ponto forte.
Algumas das principais oportunidades e desafios incluem:
- A popularização das reuniões virtuais, que reduz a necessidade de estar fisicamente em Nova York para acompanhar de perto o mercado.
- A circulação por diferentes regiões, que aproxima o investidor brasileiro das tendências que movem setores estratégicos da economia mundial.
- O acesso ao mercado chinês, que é viável, mas há um obstáculo prático para quem opera do Brasil devido à diferença de fuso horário.
A próxima semana deve concentrar a atenção dos mercados por reunir, no mesmo dia, os balanços de gigantes de tecnologia e a decisão de juros nos Estados Unidos. Esses eventos devem provocar uma nova rodada de oscilações e ajudar a calibrar a leitura dos investidores sobre o impacto da inteligência artificial nas big techs.
Além disso, é importante considerar a gestão da carteira de investimentos, que pode ser afetada pelas decisões do banco central e pelas oscilações do mercado.
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