Polêmica sobre Preços de Ingressos da Copa do Mundo de 2026 nos EUA
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, está no centro de uma polêmica envolvendo os preços dos ingressos. A deputada democrata Sydney Kamlager-Dove pediu que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, compareça ao Congresso americano para explicar a política de venda de entradas adotada pela entidade.
A parlamentar acusou a Fifa de promover uma espécie de “extorsão” contra os torcedores e comparou a atuação da entidade ao universo retratado na franquia cinematográfica “O Poderoso Chefão”. A pressão ocorre a menos de duas semanas do início da competição, marcada para 12 de junho.
Investigação sobre Preços e Escassez Artificial
A crise ganhou força após os procuradores-gerais dos estados de Nova York e Nova Jersey anunciarem uma investigação sobre a venda de ingressos para o torneio. As autoridades apuram se a Fifa teria criado uma “escassez artificial” de entradas por meio do sistema de preços dinâmicos, prática que eleva os valores conforme a demanda aumenta.
- Os preços dos ingressos mais baratos para a estreia da seleção inglesa, por exemplo, custam 524 libras esterlinas, enquanto os mais caros chegam a 1.431 libras.
- Os preços da final também chamaram atenção, com os ingressos mais caros para a decisão de 19 de julho custando 5.002 libras, cerca de R$ 37,5 mil.
Além das críticas aos preços, a Fifa enfrenta sinais de demanda abaixo do esperado em algumas partidas. Segundo dados citados pela imprensa americana, mais de 10 mil ingressos ainda estavam disponíveis para o jogo de abertura entre Estados Unidos e Paraguai no SoFi Stadium.
Pressão sobre a Fifa e o Presidente dos EUA
A deputada Kamlager-Dove também pediu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intervenha no caso. A congressista afirmou que o foco da organização do torneio deveria estar nos torcedores e não nos dirigentes da entidade.
A cobrança ocorre apesar da relação próxima entre Trump e Infantino nos últimos meses. A Fifa chegou a conceder ao presidente americano o chamado “Prêmio da Paz da FIFA”, iniciativa que gerou críticas de opositores e especialistas em governança esportiva.
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