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Estudo revela efeitos nocivos do uso compulsivo da internet no cérebro

O uso compulsivo da internet está associado a níveis mais altos de estresse, piora no humor e abandono de atividades importantes da rotina, segundo um estudo da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha. A pesquisa indica que a tentação momentânea de acessar a internet é um dos principais fatores que levam ao comportamento repetitivo, superando até mesmo o impacto do estado emocional da pessoa.

Os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos: uso não problemático, uso de risco e uso patológico. Os resultados mostraram que pessoas com padrões graves apresentam mais estresse, pior humor e maior tendência a deixar de lado outras áreas da vida, como exercícios físicos e interações sociais presenciais.

Comportamento compulsivo e dependência

O comportamento compulsivo é reforçado por dois mecanismos principais: a sensação de prazer ao acessar a internet e o alívio de sentimentos negativos. Com o tempo, esse ciclo pode fazer com que o usuário procure a internet cada vez mais como uma forma de escapar de situações desconfortáveis.

Além disso, o sentimento de prazer está presente em todos os níveis de uso, porém, à medida que o uso se torna patológico, o alívio de sentimentos negativos, como usar a internet para fugir do desconforto, começa a ter um peso maior.

Alterações no cérebro de jovens

Um estudo publicado na revista PLOS Mental Health mostrou que jovens com diagnóstico de vício em internet apresentam alterações na forma como diferentes regiões do cérebro se comunicam. Os pesquisadores identificaram mudanças em diversas redes neurais, incluindo o aumento da atividade em algumas regiões do cérebro durante o repouso e a redução da conectividade funcional em áreas ligadas ao controle executivo, memória e tomada de decisões.

Essas alterações também foram associadas a impactos na capacidade intelectual e na coordenação física dos jovens. Os pesquisadores destacam que a adolescência é uma fase de maior vulnerabilidade, já que o cérebro ainda passa por importantes mudanças de desenvolvimento.

  • Compreender quais regiões cerebrais são afetadas pode ajudar na criação de tratamentos direcionados, incluindo intervenções clínicas, psicoterapia e terapia familiar.
  • O fortalecimento do conhecimento dos pais para identificar os primeiros sinais de uso problemático da internet também é apontado como uma estratégia importante de prevenção.
  • A orientação pode ajudar a controlar o tempo de tela e a impulsividade antes que o comportamento cause impactos mais profundos na rotina dos jovens.

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