Estudo: Fed pode se concentrar nos riscos de inflação em meio ao choque de energia
Um estudo recente do Federal Reserve de Boston sugere que a forma como os norte-americanos usam a energia mudou significativamente desde a década de 1970, permitindo que o Federal Reserve se concentre mais nos riscos de inflação em vez de se preocupar com o impacto no emprego.
De acordo com o estudo, a exposição da economia dos EUA à economia global mudou fundamentalmente, com uma maior eficiência energética e aumento da produção doméstica. Isso significa que um aumento no preço do petróleo tem menos impacto sobre a inflação em relação ao passado.
Além disso, o aumento da produção doméstica de energia significa que os preços mais altos podem estimular o emprego no setor, compensando as perdas de emprego que teriam ocorrido no passado. Isso diminui o impacto desinflacionário que normalmente viria com as perdas de emprego de base ampla ligadas a um choque de energia.
Implicações para a política monetária
O estudo sugere que a política monetária deve se concentrar mais nos efeitos na inflação associados aos choques do petróleo, em oposição aos efeitos sobre o emprego. Isso é especialmente relevante no momento atual, em que as autoridades do Fed estão lutando para determinar o caminho a seguir na política monetária.
As autoridades do Fed estão tentando determinar se o salto nas pressões inflacionárias criado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã precisará ser moderado por uma política monetária mais rígida. Até o momento, as autoridades estão de acordo em manter as taxas estáveis enquanto esperam para ver como o conflito afetará as pressões sobre os preços no longo prazo.
Algumas autoridades do Fed começaram a especular que talvez seja necessário aumentar as taxas de juros ainda este ano se a inflação não começar a diminuir. O estudo do Fed de Boston sugere que esse caminho pode não levar a um sofrimento notável no mercado de trabalho.
- A exposição da economia dos EUA à economia global mudou fundamentalmente desde a década de 1970.
- A maior eficiência energética e o aumento da produção doméstica reduziram o impacto do choque do petróleo sobre a inflação.
- A política monetária deve se concentrar mais nos efeitos na inflação associados aos choques do petróleo, em oposição aos efeitos sobre o emprego.
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