Estudo do BNDES Mapeia Projetos para Melhorar o Transporte Público
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que recomenda 187 projetos estruturantes para aumentar o transporte público em mais de 3 mil quilômetros nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do país.
O valor total do investimento nos projetos foi estimado entre R$ 400 bilhões e R$ 430 bilhões. Os projetos objetivam melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida dos usuários do sistema de transporte, além de dar maior segurança no trânsito, gerar renda para a população e reduzir as emissões de gás carbônico (CO₂) na atmosfera.
Projetos e Investimentos
Os investimentos previstos envolvem iniciativas na expansão de metrô, trem urbano, BRT, VLT e corredores de transporte. O primeiro empreendimento já contratado com o BNDES visa à expansão da atual rede básica de transporte de Belo Horizonte (MG) de 84,2 quilômetros (km) para uma rede futura de 314,1 km, com aumento de 229,9 km e investimentos de R$ 35,6 bilhões.
Os projetos mapeados vão orientar as ações na área do transporte do governo federal, por meio do Ministério das Cidades, e também dos prefeitos e governadores. O BNDES poderá financiar os projetos por meio do Fundo Clima, uma linha de financiamento destinada a apoiar projetos de investimento relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos.
Vantagens e Benefícios
Os principais benefícios dos projetos reunidos no estudo incluem a redução de 15% do tempo gasto em deslocamento, o aumento do número de embarques diários, a taxa de retorno econômico e a diminuição do custo operacional por viagem de 11%. Além disso, os projetos visam evitar emissões de CO₂ de 3 milhões de toneladas por ano, aumentar em 30% a acessibilidade e evitar mais de 27 mil vítimas por ano em sinistros.
No período de implantação, serão mobilizados mais de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos por ano e demandados até 6,6 mil ônibus elétricos, 2,4 mil carros metroferroviários e 600 composições de VLT. A estruturação dos projetos vai buscar rede de transporte com bilhetagem e integração tarifária, utilizando uma carteira de projetos bem estruturada.
- Redução de 15% do tempo gasto em deslocamento
- Aumento do número de embarques diários
- Diminuição do custo operacional por viagem de 11%
- Evitar emissões de CO₂ de 3 milhões de toneladas por ano
- Aumentar em 30% a acessibilidade
- Evitar mais de 27 mil vítimas por ano em sinistros
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