Espólio de Jeffrey Epstein Faz Acordo de US$35 Milhões em Ação Coletiva de Vítimas
O espólio de Jeffrey Epstein concordou em pagar até US$35 milhões para resolver uma ação coletiva que acusava dois dos assessores do financista de auxiliar e incentivar o tráfico sexual de mulheres jovens e adolescentes. Esse acordo foi anunciado pelo escritório de advocacia Boies Schiller Flexner, que representa as vítimas de Epstein.
O acordo, se aprovado por um juiz, encerraria uma ação judicial movida em 2024 contra o ex-advogado pessoal de Epstein, Darren Indyke, e o ex-contador Richard Kahn, que são coexecutores do espólio de Epstein. É importante notar que nem Indyke nem Kahn fizeram qualquer admissão ou concessão de má conduta como parte do acordo.
Detalhes do Acordo
O acordo proporcionaria uma via confidencial para alívio financeiro para as vítimas de Epstein que ainda não resolveram as reclamações contra o espólio. O espólio de Epstein criou anteriormente um fundo de restituição que pagou US$121 milhões às vítimas, além de US$49 milhões em acordos adicionais.
Os advogados da Boies Schiller Flexner afirmaram que Indyke e Kahn ajudaram Epstein a criar uma complexa rede de empresas e contas bancárias que lhe permitiam ocultar os seus abusos e pagar às vítimas e recrutadores, deixando-os “ricamente compensados” pelo seu trabalho.
Consequências e Repercussões
Epstein morreu em uma prisão de Nova York em agosto de 2019, e sua morte foi considerada suicídio. O escritório de advocacia Boies Schiller Flexner já havia ajudado a obter US$365 milhões em acordos com o JPMorgan Chase e o Deutsche Bank após acusá-los de ignorarem sinais de alerta sobre Epstein, que já foi um cliente lucrativo.
Esse acordo é um passo importante para as vítimas de Epstein, que buscam justiça e compensação pelos crimes cometidos contra elas. O caso de Epstein é um exemplo de como a
- corrupção
- impunidade
- justiça
podem estar interligados em casos de tráfico sexual e abuso.
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