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Esforço fiscal para estabilizar dívida pode chegar a 4% do PIB, diz UBS

Esforço Fiscal para Estabilizar Dívida no Brasil

O esforço fiscal necessário para estabilizar a dívida no Brasil é elevado, de acordo com um relatório do UBS Global Wealth Management. A diretora de macroeconomia para o Brasil, Solange Srour, afirma que o próximo governo precisará sinalizar uma geração persistente de superávits primários para mudar a percepção sobre a dinâmica da dívida pública.

As simulações sugerem que, sob hipóteses de crescimento do PIB próximas de 2%, o esforço fiscal fica entre 2,2% (com os juros nominais em 10%) e 4,0% (com a Selic em 13%). Numa projeção de juros nominais ao redor de 12%, o superávit primário estabilizador aproxima-se de 3,4% do PIB.

Desafios Estruturais da Economia Brasileira

Os exercícios realizados no estudo utilizaram como ponto de partida uma dívida bruta próxima de 79% do PIB no fim de 2025. Isso ajuda a contextualizar a dificuldade estrutural enfrentada pela economia brasileira, onde pequenas deteriorações fiscais tendem a produzir dinâmica rapidamente desfavorável da dívida pública.

Além disso, a taxa real longa de juros reflete fatores globais, percepção de risco institucional, expectativas de inflação e dúvidas sobre a trajetória futura da dívida pública. A NTN-B de 10 anos é considerada um termômetro da credibilidade fiscal e do prêmio de risco soberano.

Conclusões do Relatório

O relatório conclui que mudanças percebidas como permanentes no regime fiscal possuem capacidade relevante de alterar a taxa real longa brasileira. A equipe do UBS Global Wealth Management afirma que produzir um novo evento de mudança de regime semelhante ao observado entre 2016 e 2019 exige alteração relevante da trajetória esperada da dívida pública.

  • O esforço fiscal necessário para estabilizar a dívida no Brasil é elevado, podendo chegar a 4% do PIB.
  • A taxa real longa de juros reflete fatores globais, percepção de risco institucional, expectativas de inflação e dúvidas sobre a trajetória futura da dívida pública.
  • Mudanças percebidas como permanentes no regime fiscal possuem capacidade relevante de alterar a taxa real longa brasileira.

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